Tamarind, um achado no Laos

Descobrimos que por ser um país recém aberto ao turismo, Laos não tem sua culinária difundida pelo mundo e tampouco uma culinária comum ou parecida com a Thai cuisine, como erroneamente dizem por aí, por isso fomos atrás de comida local.

O Tamarind fica à beira do rio e tem decoração simples mas cuidadosa. O restaurante é de uma pessoa de Laos, casada com uma ocidental, por isso vimos tão ótima explicação nos cardápios e um atendimento excelente, bastante cordial e ocidental.

Estava lotado. Não fizemos reserva e quase ficamos sem mesa. Estávamos tão convencidos de que queríamos algo típico com bom atendimento que ficamos lá, 40 minutos, esperando. Ainda bem, porque valeu muito a pena.

Pedimos dois festivais que continham um pouco dos melhores pratos do cardápio, além de duas bebidas à nossa escolha. Tudo por apenas 240.000 kips (algo em torno de R$85 – sim, um ótimo custo benefício, mais barato do que almoçar em São Paulo).

Para beber pedi um suco de jujuba (pequenas ameixas locais), batido com leite e leite de coco. O tom e sabor eram de caramelo, dava para sentir a ameixa de fundo e aquela acidez de leve, vinda do coco e apesar de bastante doce, era deliciosíssimo.

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Na cozinha Laos não existe entrada, prato principal e sobremesa, então escreverei conforme vieram os pratos.

Primeiro chegou uma sopa de bamboo – que tinha caldo escuro e bastante aromático com sabor de capim limão, cebolinha, aipo e outras ervas, além de abóbora, cogumelo negro e bamboo cozido. Gostamos do sabor e da leve “picância” residual.

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Então veio um prato com: uma lingüiça super bem temperada com pouca gordura (deliciosa, aliás umas das linguiças mais gostosas que já comi), couro de búfalo assado com um molho cor de barbecue mas sabor agridoce local (foi a única coisa que não gostei), folhas de algas assadas (parecidas com Nori) temperadas com alho, tomate e gergelim e “dippers” ou molhos para comermos com o arroz grudento (stick rice) típico de Laos.

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Os molhos acima eram:
– um de tomate, cebola, pimenta e bastante coentro
– outro de berinjela, coentro e pimenta
– o último bastante típico daqui que leva pimenta, molho fermentado de peixe e algo a mais.

O garçom nos ensinou que em Laos, assim como na Índia, se come com as pontas dos dedos. Uma forma de usar todos os sentidos na refeição.Interessante embora nada fácil.

No último prato vieram: um peixe, de rio, assado em folha de bananeira e com predominância de ervas locais, uma abóbora refogada agridoce e uma deliciosa cestinhas de capim limão, recheado com frango marinado em ervas. Nunca comi nada igual e tão saboroso como este frango. PS: esses pratos também se comia com a mão.

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A sobremesa era constituída de três partes: biscoitinhos fritos e crocantes passados em cana de açúcar, calda de tamarindo e arroz doce com leite condensado e coco. Sensacional também.

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Para finalizar, nos serviram um chá hortelã, que caiu muito bem para a digestão de tantos pratos.

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Uma experiência rica de sabores inusitados e que além de guardar comigo, recomendo aos que forem para o Luang Prabang no Laos.

http://www.tamarindlaos.com/
No Ban Vat Sene (beira do rio), Luang Prabang

🙂 Eli

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